FRASES e POESIAS

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário."

Ernesto Guevara de La Sierna

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vietnã celebra 35 anos da vitória contra os EUA


Ainda amanhecia quando milhares de vietnamitas, organizados em colunas, começaram a se aproximar do Parque 30 de Abril, diante do antigo palácio presidencial, na cidade de Ho Chi Minh. Sindicatos, universidades, fábricas e organizações camponesas enviaram suas delegações, além das forças armadas. Respondiam à convocação para a manifestação que celebraria o triunfo do Vietnã socialista contra o governo de Saigon (velho nome da cidade) e seus aliados norte-americanos.
Não foi um comício de tipo ocidental. O horário já era extravagante. Todos estavam avisados que as atividades começariam pontualmente às 6h30 e estariam encerradas três horas depois, antes que o calor alucinante de Ho Chi Minh vencesse o dia. Quem ocupava as arquibancadas armadas no caminho central do parque eram as autoridades e os convidados. Os cidadãos, com seus agrupamentos, foram os responsáveis pelo espetáculo.
Poucos discursos, apenas quatro – e religiosamente cronometrados. O primeiro secretário do Partido Comunista do município falou por 20 minutos. Depois vieram o presidente da Associação dos Veteranos de Guerra, o secretário-geral da federação sindical local e o presidente da Juventude Comunista de Ho Chi Minh – cada qual com direito a 10 minutos de discurso. O presidente da República, Nguyễn Minh Triết, 68, um sulista que teve participação discreta na guerra e está no cargo desde 2006, apenas assistiu, junto com outros dirigentes.
Aproximadamente 50 mil pessoas desfilaram diante das tribunas. Grupos teatrais representaram momentos da guerra de 21 anos contra os norte-americanos e o então Vietnã do Sul. Muita música, até com um pouco de ritmo pop, além dos acordes previsíveis da Internacional (o histórico hino socialista) e de canções revolucionárias. Depois, uma longa marcha, com militares, trabalhadores, mulheres, intelectuais, estudantes, camponesesm com suas faixas e bandeiras, além de modestas coreografias.
Mas a maior emoção estava no rosto dos veteranos de guerra. Um deles era o coronel Nguyễn Van Bach, de 74 anos, cabelos inteiramente brancos. Nascido na província de Bình Dương, no sul do país, integrou-se à luta armada em 1947, aos 11 anos. Ainda era a época da guerra contra os franceses, que não aceitavam a independência conquistada em 1945, sob a liderança do líder comunista Ho Chi Minh.
Van Bach ainda combatia no final de abril de 1975. Fazia parte das tropas guerrilheiras. Estava em um destacamento que já controlava a cidade de Tan An, na província de Long An, localizada no delta do rio Mekong. Foi lá que soube da queda de Saigon nas mãos de seus camaradas. “Tive uma alegria tão grande que provocava lágrimas”, lembra-se. Ainda se emociona, como vários de seus amigos, quando se recorda dessa data.

Afinal, no dia 30 de abril de 1975, encerravam-se mais de 30 anos de guerra regular ininterrupta. Desde que fora formado o primeiro pelotão da guerrilha comunista, em dezembro de 1944, sob o comando de Võ Nguyên Giáp, braço direito de Ho Chi Minh, os vietnamitas enfrentaram sucessivamente invasores japoneses, franceses e norte-americanos.

Colonia francesa desde 1856, o Vietnã foi ocupado pelas tropas nipônicas durante a Segunda Guerra Mundial. Os comunistas assumiram a linha de frente na luta contra os soldados de Hiroito, aproveitando o colapso de Paris às voltas com a ocupação nazista. Lideraram uma frente de várias correntes políticas, denominada Vietminh, e declararam a independência do país depois da capitulação japonesa, em agosto de 1945. No dia 2 de setembro do mesmo ano nascia a República Democrática do Vietnã.

Guerra da Indochina

O general De Gaulle, presidente da França, assim que viu derrotado o nazismo, ordenou que suas tropas sufocassem os rebeldes vietnamitas. Foram oito anos de sangrentos combates. Os homens de Ho Chi Minh e Giáp organizaram uma poderosa resistência guerrilheira, que progressivamente aterrorizou e desgastou os franceses. Mais de 90 mil gauleses perderam a vida nos campos de batalha.

A estocada final contra os colonizadores foi em 1954. Ficou conhecida como a batalha de Điện Biên Phủ, uma região no noroeste do Vietnã, perto da fronteira com o Laos. Os franceses imaginavam-se invulneráveis nessa posição estratégica, da qual planejavam sua contra-ofensiva a partir de uma grande concentração de recursos humanos e materiais. Mas o Vietminh, através de trilhas na selva e túneis, foi cercando o local sem ser percebido.
Depois de oito semanas, entre 13 de março e 7 de maio, as tropas do general Christian De Castries estavam destruídas e desmoralizadas. Foi o derradeiro capítulo da chamada Guerra da Indochina. Os franceses, derrotados, aceitaram as negociações que levariam aos acordos de Genebra, em 1954. Pelos termos desse tratado, o Vietnã ficaria provisoriamente dividido em dois, ao norte e ao sul do paralelo 17. Mas eleições gerais teriam lugar em 1956 para reunificar o país.

Quando se consolidaram as perspectivas de vitória eleitoral comunista, os grupos conservadores chefiados pelo católico Ngô Đình Diệm deram um golpe de Estado no sul e cancelaram as eleições. Os Estados Unidos, que já tinham sido os principais financiadores das operações francesas, assumiram a defesa do regime de Saigon. Forneceram, a princípio, recursos, armas e assessores militares.

Guerra do Vietnã

Os comunistas reagiram e lideraram, a partir de 1960, um levante popular e guerrilheiro contra Diem, articulado pela Frente de Libertação Nacional com o apoio do norte. Os norte-americanos, diante da fragilidade de seus aliados, enviaram tropas para defendê-los. Era o início da Guerra do Vietnã.

A participação direta dos Estados Unidos durou até 1973. Acabaram asfixiados e quebrados como os franceses. “A supremacia deles era tecnológica”, recorda outro veterano, o general Đỗ Xuân Công, 72. “Mas o armamento deles era para guerra à distância, com aviões, foguetes e bombas. Nós reduzimos o espaço, forçamos o combate no quintal de suas tropas. As armas modernas não tiveram serventia nem substituíram sua falta de moral para a luta”.

A casa começou a cair depois da chamada Ofensiva do Tet (o ano novo vietnamita), em 1968, quando as forças guerrilheiras atacaram dezenas de objetivos ao mesmo tempo, incluindo a própria embaixada norte-americana em Saigon. A Casa Branca já tinha mais de 500 mil homens em combate. A sociedade estrilava com as mortes, derrotas e mentiras.
Os EUA, durante os quatro anos seguintes, despejaram uma quantidade de bombas superior a que foi empregada em todas as batalhas da Segunda Guerra Mundial. No final de 1972 submeteram Hanói a 12 dias e noites de terror. Utilizaram armas químicas para destruir a capacidade alimentar dos vietnamitas e anular as forças guerrilheiras. Mas suas tropas estavam cada vez mais tomadas pelo medo e incapazes de defender suas posições territoriais.

Derrota norte-americana

Washington se viu forçado às negociações de Paris, que levariam à retirada de seus soldados em 1973. O regime de Saigon ficou por sua própria conta. Não permaneceu de pé por muito tempo. Em 1975, o Vietnã reconquistava sua unidade nacional e os comunistas venciam a mais duradoura guerra do século 20.

Os mortos vietnamitas, civis e militares, chegaram a três milhões, contra apenas 50 mil “sobrinhos” do tio Sam. Dois milhões de cidadãos, incluindo filhos e netos da geração do conflito, padecem de alguma deformação genética provocada pela dioxina, subproduto cancerígeno presente no agente laranja, fartamente empregado pelos norte-americanos. Além das perdas humanas, a economia do país foi quase levada à idade de pedra, como preconizava o general norte-americano Curtis LeMay.
Mas quem desfila a vitória, ainda assim, é o Vietnã. Os norte-americanos foram ocupar o mesmo lugar na galeria de fotos que japoneses e franceses, para não falar dos chineses: o de agressores colocados para correr. “Nossa estratégia se baseou em uma ideia simples: a da guerra de todo o povo”, enfatiza o general Công. “Não havia um centímetro de nosso território no qual os norte-americanos podiam ficar tranquilos. Eles perderam para o medo.”

Essas são águas passadas, porém. Das quais ficam lições, estímulos e valores, é certo, além de grandes livros, fotos e filmes. Mas não resolvem os desafios da paz. Os vietnamitas, nesses 35 anos, tiveram que cuidar de outro problema, para o qual a guerrilha e seus inventos não eram solução. Como alimentar e desenvolver uma nação tão pobre e destruída? Essa é a outra história do Vietnã indomável.


Fonte: http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=3881

quinta-feira, 18 de março de 2010


GREVE DOS SAPATEIROS: Operários de Franca se colocam em luta

Por LER-QI Franca

Na manhã desta segunda-feira, (15/03), os sapateiros da fábrica Tenny Wee em Franca, iniciaram a semana em greve, reivindicando melhores salários, em detrimento dos humilhantes 4,36%, equivalente ao reajuste de míseros 24 reais, que a patronal quer impor e exigindo que os patrões fechassem o acordo proposto pelo Sindicato dos Sapateiros (CUT), que infelizmente não ultrapassam os 7,5%.



Este sindicato vem sendo duramente golpeado pelos patrões e o chamado “sindicato fantasma” (Força Sindical) - que, com aparato da justiça burguesa dando liminares a seu favor - vem à Franca para servir à patronal mais reacionária da cidade e deslegitimar um sindicato criado historicamente pela luta dos trabalhadores.



Diante deste cenário, os sapateiros da Tenny Wee, paralisaram a maioria da produção e cruzaram os braços no interior da fábrica, fazendo assembléias, e colocando na ordem do dia que não passarão os ataques da patronal nem do sindicato fantasma.

A mobilização destes combativos sapateiros e sapateiras (que inclusive vem se colocando na linha de frente do enfrentamento com a patronal) tornou-se exemplo para outras fábricas que já paralisaram ou ameaçam paralisar, forçando seu sindicato a impulsionar greves e paralisações, métodos de luta sempre esquecidos durante as campanhas salariais, fechamento de fábricas e ameaça de demissões em massa.



Temeroso de que a greve se radicalizasse e ganhasse ainda mais força, o patrão da Tenny Wee, vice-presidente do Sindicato Patronal (SindiFranca), logo pela manhã do dia 16/03, na entrada dos trabalhadores, MILITARIZOU a porta da fábrica e seu interior, tanto de policiais como de seguranças particulares, que inibiram fisicamente os trabalhadores e trabalhadoras, forçando os mesmos a voltarem a trabalhar com ameaças de demissões.



Também colocaram um alambrado nas grades da fábrica e um cordão de seguranças para que os sapateiros não conseguissem se comunicar com o sindicato e com os estudantes que se solidarizavam, chegando ao absurdo de não permitir que os trabalhadores pudessem sair da fábrica, como de costume, durante seu horário de almoço.



A MILITARIZAÇÃO e a repressão policial vem sendo métodos recorrentes por parte dos patrões e dos governos. O ano passado, José Serra, colocou a tropa de choque dentro da USP (Universidade de São Paulo) para combater e reprimir brutalmente os trabalhadores que protagonizavam uma importante greve.



Nesse sentido, nós, estudantes da LER-QI estamos impulsionando uma ampla e ativa solidariedade aos sapateiros de Franca, chamando estudantes e trabalhadores repudiando a patronal e seu braço direito no movimento operário (sindicato pelego da Força Sindical) e a crescente repressão contra as liberdades democráticas dos trabalhadores e trabalhadoras. A repressão NÃO PASSARÁ!



Em Franca, uma cidade sapateira, o que acontece nessa categoria atinge a maioria da população e aí está a força desses trabalhadores. Por isso, nós lutamos para que as greves e paralisações não se limitem somente a pressão para acordos parciais e limitados, mas sim para transformar o protesto numa mobilização operária e popular de todo o povo, começando por uma assembléia geral, que unifique as demandas de todas as fábricas.



O salário de um sapateiro já é um dos mais rebaixados e arrochados a nível nacional.O reajuste que propõe o sindicato de 7,5% (somente 3% de aumento real) não resolve em nada a situação de miséria e super-exploração. Um momento de greve deve ser visto como um importante espaço para que todos os sapateiros se coloquem politicamente em cena, avançando de forma decisiva em suas demandas.



Nós, desde o Movimento A Plenos Pulmões e do grupo de mulheres Pão e Rosas, chamamos os estudantes, professores, entidades estudantis (em especial a ANEL), a se colocarem a tarefa de propagandear essa importante iniciativa de combativos sapateiros e sapateiras de Franca, mas em primeiro lugar a desenvolver uma militancia ativa e de luta, ajudando estes companheiros trabalhadores em sua batalha para que possam triunfar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Toda ação provaca uma reação!!! Ou mais ou menos isso...


Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope divulgada nesta quarta-feira (17) sobre as intenções de voto para presidente da República aponta o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 35% da preferência do eleitorado, contra 30% da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tem 11%. A senadora Marina Silva (PV-AC) aparece com 6%.
A pesquisa foi realizada entre 6 e 10 de março e os resultados consideram nomes sugeridos em uma lista para os eleitores. Foram entrevistadas 2002 pessoas em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança estimado é de 95%.
A diferença entre o governador e a ministra diminuiu de 21 pontos percentuais, no levantamento anterior, divulgado no início de dezembro, para cinco pontos agora. Em dezembro, Serra aparecia com 38% das intenções de voto, contra 17% de Dilma Rousseff, 13% de Ciro Gomes e 6% de Marina Silva.
Na pesquisa, brancos e nulos somaram 10%, contra 13% no levantamento anterior. Eleitores que não souberam responder são 8%, contra 12% na pesquisa de dezembro.


Ações:
Greve da Policia - Resultou em confronto de Policia Militar contra Policia Civil.
Precariedade na Segurança
Precariedade na Educação
Precariedade na Saúde
Precariedade no Transporte
Greve dos Professores - Resultou 40 mil professores na avenida paulista "Serra a culpa é sua a greve continua"
Governador declarando que a greve não havia "vingado" enquanto milhares de pessoas estavam em protesto.

Reação:
Queda de 21 pontos percentuais para 5.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Professores , uni-vos!


Os principais eixos da nossa greve são:

Reajuste salarial imediato de 34,3%;
Incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados;
Por um plano de carreira justo;
Pela garantia de emprego;
Contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito);
Pela revogação das leis 1093 e1097;
Pela revogação da lei 1041 (faltas médicas);
Concurso público de caráter classificatório;
Contra reformas que prejudiquem a educação, o ensino fundamental, o ensino médio;
Contra a municipalização do ensino.

Participaram da assembleia tambem representantes dos diretores de escola, dos supervisores de ensino e funcionários de escola. Estas categorias decidiram, em suas instâncias, também entrar em greve. O Magistério paulista, com esta decisão, deu um basta! aos desmandos do governo Serra.

Uma assembleia na sexta-feira, 12, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.

O governo gasta milhões em propagandas no rádio e na TV para apresentar mentiras à população. Onde estão as escolas com dois professores? Onde estão os laboratórios de informática abertos nos finais de semana com monitores? Temos de dar uma resposta à altura, chamando os pais dos alunos para conhecer nossas escolas, para que possam comparar com a “escola de mentirinha” que Serra mostra na televisão.

Os meios de comunicação simplesmente ocultaram tal acontecimento com cerca de 30 a 40 mil professores. (vide foto)


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vidas Descartáveis / Comércio da Franca


Sou o primeiro a criticar os meios de comunicação por terem uma inserção tão grande e poder de formação que abre os olhos das pessoas e ao mesmo tempo tomar posições que ao meu ver são erradas, hoje enquanto lia o periódico Comércio da Franca fiquei extremamente impressionado com o modo que chamaram a atenção das autoridades responsáveis por um dos problemas sociais de maior impacto no Brasil e no Mundo.
A matéria retrata
a sensação na caverna (o subsolo do prédio inacabado da Major Nicácio) é de apreensão. Os moradores que ocupam o lugar há anos têm agora medo de perder o quase nada que lhes serve de abrigo. Receiam ainda agressões da polícia. E se preocupam com a possibilidade de que a população, despertada para sua existência, fique contra eles e, de uma hora para outra, cesse a pouca ajuda que lhes reserva.
Uma reportagem que provocou reações distintas na cidade intensa e espontânea de algumas centenas de leitores do mesmo periódico que se manifestaram através de e-mails e telefonemas, praticamente nenhuma das autoridades consultadas deram seu parecer. “As pessoas não precisam ter medo da gente”, suplica um dos residentes permanentes do buraco. Os temores não parecem despropositados. Todas as autoridades que poderiam de alguma forma atuar para tentar modificar a dramática situação em que se encontra aquele grupo de pessoas limitaram-se a lacônicos lamentos e inúteis pesares.

"O prefeito da cidade, Sidnei Rocha, recusou-se" a qualquer pronunciamento pessoal. Através de sua assessoria disse apenas que existe um processo na Justiça e que “a prefeitura não pode fazer nada sobre o assunto”. "Seu secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Roberto Nunes Rocha", declarou-se “tocado” por todas as histórias retratadas na edição de anterior do Comércio, mas descartou qualquer perspectiva minimamente otimista. “Não podemos entrar no local para tirar as pessoas dali ou fazer uma limpeza. "Ficamos muito limitados (...)”. A secretária de Obras, Valéria Marson", apenas relatou que a prefeitura pode fazer pouco, uma vez que o processo judicial sobre o prédio ainda está em andamento."O ecretário da Saúde, Alexandre Ferreira", preferiu transferir a responsabilidade para seu colega do Desenvolvimento Humano e Ação Social. "O mesmo que disse nada poder fazer."

O capitão da Polícia Militar, Lídio Guariglia Costa Júnior, disse que só atua em caso de risco à população, excluindo, aparentemente sem perceber, os moradores dos escombros do grupo de cidadãos. O promotor da Habitação, Carlos Henrique Gasparoto, através de sua assessoria, disse que o processo referente àquela obra, movido pelo Ministério Público, foi arquivado há anos e, agora, foi reaberto. Nenhuma palavra adicional. O juiz da Vara da Infância e Juventude, José Rodrigues Arimatéa, avisou que só falaria depois do envio de um e-mail que formalizasse o agendamento de uma entrevista. O novo bispo de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, recém chegado à cidade e que tem nos excluídos seu foco declarado de ação, não foi encontrado para se pronunciar.

Por enquanto, a única medida apresentada tem eficácia duvidosa. Antônio Carlos Martins Ribeiro, diretor da Habitat Construções, empresa juridicamente responsável pela obra, promete demolir os escombros que estão lá há mais de uma década. Se levada a cabo, a medida, um tanto quanto tardia, terá como conseqüência provável uma versão francana da diáspora (dispersão dos judeus pelo mundo depois da destruição de Jerusalém, em 135 d.C). Vai espalhar o grupo - que além dos 12 moradores fixos, reúne outros tantos eventuais - por toda a cidade, sem que nenhum apoio ou suporte seja ofertado a eles.

Numa Franca onde autoridades lavam as mãos para o destino de algumas dezenas de vidas, um buraco sujo e fétido segue como única opção de abrigo para quem não tem esperança de nada. Nem mesmo de despertar compaixão em pessoas que, bem mais afortunadas, poderiam, ainda que de forma limitada, agir para tentar transformar a realidade dramática desse grupo.

Na rotina do buraco, a vida segue no limbo. “Não tem ninguém para olhar por nós”, profetiza um outro morador dos escombros, como se tivesse acompanhado o périplo da equipe de reportagem durante toda a quinta-feira em busca de uma posição oficial das autoridades municipais. Os habitantes da caverna não estão mortos - ainda - para serem esquecidos, nem têm vidas tidas como relevantes a ponto de serem consideradas por quem podia lhes estender as mãos. São um incômodo que a maioria preferiria ignorar. É inútil. Eles existem.

AS AUTORIDADES

"Não posso fazer nada enquanto o juiz não deliberar o que pode ser feito na área. Sempre intimamos eles (grupo Habitat). Devem fechar a área. Agora, a Vigilância Sanitária pode entrar no caso (sobre a sujeira do local)”

Valéria Marson,
Secretária Municipal


"Quem tem de tirar as pessoas dali, ver quem são e trabalhar com elas é o pessoal da Ação Social. Moradores de rua são com eles. Sobre o terreno sujo, eu não posso multar o proprietário por uma coisa que não foi ele quem deu a causa"

Alexandre Ferreira,
Secretário de Saúde


"Não podemos entrar no local (subsolo do prédio inacabado na Avenida Major Nicácio) para tirar as pessoas dali ou fazer uma limpeza. Então o que a gente faz? Ficamos muito limitados
na questão da solução deste problema"


Roberto Nunes Rocha,
Secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social


“Em tese, eles são apenas pessoas que optaram viver de maneira diferente das demais. A PM só pode dar suporte a qualquer tipo de ação do poder público. Qualquer tipo de ação policial que resulte em força excessiva, ela é objeto de apuração”

Capitão Lídio Costa,
Coordenador do 15º Batalhão da PM


"Vamos expulsá-los de lá (os moradores de rua) quantas vezes for necessário. É uma propriedade particular. A pessoa ficar debaixo de um pontilhão, é diferente. Ali (no pontilhão) não tem dono. Lá onde eles estão tem dono e eles não podem ficar"

Antônio Carlos Martins Ribeiro,
Diretor do Grupo Habitat


O promotor disse, através do oficial Roberto Utsunomya, que o processo movido pelo MP, referente ao “piscinão”, foi arquivado há anos. Por conta da repercussão da matéria e dos problemas que vão além da estrutura física do que seria um prédio, ele será aberto novamente

Carlos Henrique Gasparoto,
Promotor de Justiça


As autoridades, o povo pergunta: Quem poderá ajudar esses seres humanos?

Sempre fui um critico aos meios de comunicação por seus atos insanos e desumanos, porém hoje venho parabenizar o periódico Comércio da Franca pela excelente iniciativa, é de iniciativas assim que precisamos para um dia igualar as diferenças sociais.

Com alterações:
Wellington Ponce
"Grifo Nosso"
Texto: Jornal Comércio da Franca
Foto: Tiago Brandão / Comércio da Franca



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Racismo é burrice, Pense nisso.

Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito

A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral

Racismo é burrice

Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral

Racismo é burrice

Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral

Racismo é burrice

O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice

Racismo é burrice

E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.

Racismo é burrice, Gabriel Pensador, um dos maiores poetas da atualidade.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cursinho Pré Vestibular

O Instituto Práxis de Educação e Cultura – IPRA, abre inscrições para o processo seletivo de seu CURSINHO POPULAR para o ano de 2010 .
O CURSINHO POPULAR do IPRA, criado em 2009, conta em sua maioria com docentes formados em cada área específica de atuação e já teve suas primeiras aprovações para universidades
públicas (UNESP e UFTM).

Em 2010 serão 2 turmas em diferentes cidades:
Franca (35 vagas - noturno)

Bebedouro (50 vagas - noturno)


Maiores informaçãoes e inscrições na pagina do Instituto.

www.institutopraxis.org.br



@wellingtonponce

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