FRASES e POESIAS

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário."

Ernesto Guevara de La Sierna

quinta-feira, 18 de março de 2010


GREVE DOS SAPATEIROS: Operários de Franca se colocam em luta

Por LER-QI Franca

Na manhã desta segunda-feira, (15/03), os sapateiros da fábrica Tenny Wee em Franca, iniciaram a semana em greve, reivindicando melhores salários, em detrimento dos humilhantes 4,36%, equivalente ao reajuste de míseros 24 reais, que a patronal quer impor e exigindo que os patrões fechassem o acordo proposto pelo Sindicato dos Sapateiros (CUT), que infelizmente não ultrapassam os 7,5%.



Este sindicato vem sendo duramente golpeado pelos patrões e o chamado “sindicato fantasma” (Força Sindical) - que, com aparato da justiça burguesa dando liminares a seu favor - vem à Franca para servir à patronal mais reacionária da cidade e deslegitimar um sindicato criado historicamente pela luta dos trabalhadores.



Diante deste cenário, os sapateiros da Tenny Wee, paralisaram a maioria da produção e cruzaram os braços no interior da fábrica, fazendo assembléias, e colocando na ordem do dia que não passarão os ataques da patronal nem do sindicato fantasma.

A mobilização destes combativos sapateiros e sapateiras (que inclusive vem se colocando na linha de frente do enfrentamento com a patronal) tornou-se exemplo para outras fábricas que já paralisaram ou ameaçam paralisar, forçando seu sindicato a impulsionar greves e paralisações, métodos de luta sempre esquecidos durante as campanhas salariais, fechamento de fábricas e ameaça de demissões em massa.



Temeroso de que a greve se radicalizasse e ganhasse ainda mais força, o patrão da Tenny Wee, vice-presidente do Sindicato Patronal (SindiFranca), logo pela manhã do dia 16/03, na entrada dos trabalhadores, MILITARIZOU a porta da fábrica e seu interior, tanto de policiais como de seguranças particulares, que inibiram fisicamente os trabalhadores e trabalhadoras, forçando os mesmos a voltarem a trabalhar com ameaças de demissões.



Também colocaram um alambrado nas grades da fábrica e um cordão de seguranças para que os sapateiros não conseguissem se comunicar com o sindicato e com os estudantes que se solidarizavam, chegando ao absurdo de não permitir que os trabalhadores pudessem sair da fábrica, como de costume, durante seu horário de almoço.



A MILITARIZAÇÃO e a repressão policial vem sendo métodos recorrentes por parte dos patrões e dos governos. O ano passado, José Serra, colocou a tropa de choque dentro da USP (Universidade de São Paulo) para combater e reprimir brutalmente os trabalhadores que protagonizavam uma importante greve.



Nesse sentido, nós, estudantes da LER-QI estamos impulsionando uma ampla e ativa solidariedade aos sapateiros de Franca, chamando estudantes e trabalhadores repudiando a patronal e seu braço direito no movimento operário (sindicato pelego da Força Sindical) e a crescente repressão contra as liberdades democráticas dos trabalhadores e trabalhadoras. A repressão NÃO PASSARÁ!



Em Franca, uma cidade sapateira, o que acontece nessa categoria atinge a maioria da população e aí está a força desses trabalhadores. Por isso, nós lutamos para que as greves e paralisações não se limitem somente a pressão para acordos parciais e limitados, mas sim para transformar o protesto numa mobilização operária e popular de todo o povo, começando por uma assembléia geral, que unifique as demandas de todas as fábricas.



O salário de um sapateiro já é um dos mais rebaixados e arrochados a nível nacional.O reajuste que propõe o sindicato de 7,5% (somente 3% de aumento real) não resolve em nada a situação de miséria e super-exploração. Um momento de greve deve ser visto como um importante espaço para que todos os sapateiros se coloquem politicamente em cena, avançando de forma decisiva em suas demandas.



Nós, desde o Movimento A Plenos Pulmões e do grupo de mulheres Pão e Rosas, chamamos os estudantes, professores, entidades estudantis (em especial a ANEL), a se colocarem a tarefa de propagandear essa importante iniciativa de combativos sapateiros e sapateiras de Franca, mas em primeiro lugar a desenvolver uma militancia ativa e de luta, ajudando estes companheiros trabalhadores em sua batalha para que possam triunfar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Toda ação provaca uma reação!!! Ou mais ou menos isso...


Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope divulgada nesta quarta-feira (17) sobre as intenções de voto para presidente da República aponta o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 35% da preferência do eleitorado, contra 30% da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) tem 11%. A senadora Marina Silva (PV-AC) aparece com 6%.
A pesquisa foi realizada entre 6 e 10 de março e os resultados consideram nomes sugeridos em uma lista para os eleitores. Foram entrevistadas 2002 pessoas em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança estimado é de 95%.
A diferença entre o governador e a ministra diminuiu de 21 pontos percentuais, no levantamento anterior, divulgado no início de dezembro, para cinco pontos agora. Em dezembro, Serra aparecia com 38% das intenções de voto, contra 17% de Dilma Rousseff, 13% de Ciro Gomes e 6% de Marina Silva.
Na pesquisa, brancos e nulos somaram 10%, contra 13% no levantamento anterior. Eleitores que não souberam responder são 8%, contra 12% na pesquisa de dezembro.


Ações:
Greve da Policia - Resultou em confronto de Policia Militar contra Policia Civil.
Precariedade na Segurança
Precariedade na Educação
Precariedade na Saúde
Precariedade no Transporte
Greve dos Professores - Resultou 40 mil professores na avenida paulista "Serra a culpa é sua a greve continua"
Governador declarando que a greve não havia "vingado" enquanto milhares de pessoas estavam em protesto.

Reação:
Queda de 21 pontos percentuais para 5.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Professores , uni-vos!


Os principais eixos da nossa greve são:

Reajuste salarial imediato de 34,3%;
Incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados;
Por um plano de carreira justo;
Pela garantia de emprego;
Contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito);
Pela revogação das leis 1093 e1097;
Pela revogação da lei 1041 (faltas médicas);
Concurso público de caráter classificatório;
Contra reformas que prejudiquem a educação, o ensino fundamental, o ensino médio;
Contra a municipalização do ensino.

Participaram da assembleia tambem representantes dos diretores de escola, dos supervisores de ensino e funcionários de escola. Estas categorias decidiram, em suas instâncias, também entrar em greve. O Magistério paulista, com esta decisão, deu um basta! aos desmandos do governo Serra.

Uma assembleia na sexta-feira, 12, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.

O governo gasta milhões em propagandas no rádio e na TV para apresentar mentiras à população. Onde estão as escolas com dois professores? Onde estão os laboratórios de informática abertos nos finais de semana com monitores? Temos de dar uma resposta à altura, chamando os pais dos alunos para conhecer nossas escolas, para que possam comparar com a “escola de mentirinha” que Serra mostra na televisão.

Os meios de comunicação simplesmente ocultaram tal acontecimento com cerca de 30 a 40 mil professores. (vide foto)


@wellingtonponce

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