Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixaram, na manhã desta quarta-feira (07), a fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, interior do estado de São Paulo, a cerca de 300 quilômetros da capital paulista.
Os camponeses estavam acampados desde o dia 28 de setembro, denunciando que a área, cuja posse é da União, vinha sendo utilizada ilegalmente há cinco anos pela Sucocítrico Cutrale para monocultura de laranja.
Os integrantes do MST pretendiam permanecer no local até garantir uma reunião com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para discutir a situação da fazenda. A Cutrale, porém, fez o pedido liminar de reintegração de posse para desocupação em 24 horas junto à Justiça de Lençóis Paulista, sob pena de despejo forçado e pagamento de multa diária de 500 reais por pessoa.
"Não pretendemos colocar a vida de ninguém em risco e não queremos enfrentamento", pontuou Márcia Merisse, da coordenação estadual do MST, a respeito da desocupação.
Os sem-terra devem seguir, agora, para o acampamento Rosa Luxemburgo, próximo ao local da fazenda. "Conseguimos denunciar que a Cutrale esconde embaixo de um laranjal a grilagem de terras. Vamos continuar a luta para que a lei seja cumprida e a área seja destinada para a reforma agrária", completou Márcia.
Fonte: Agência Brasil de Fato
Mesmo que a pretensão do Movimento seja de denunciar a posse ilegal das terras da União pela Sucocítrico Cutrale, o que ficou foi uma imagem negativa da ação exercida na fazenda.
Os movimentos tem que ficar atentos pra que isso não aconteça, a midia estara sempre contra em ação tendenciosas para criminalizar os Movimentos Sociais e assim culpar o MST sem citar que as terras são da União.
A direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra tende a tomar providencias para que fatos assim não se repitam e manchem sua imagem, a midia consegue generalizar culpando todo o Movimento quando grupos usam suas bandeiras em atos contra os costumes morais da sociedade.
"Vamos continuar a luta para que a lei seja cumprida e a área seja destinada para a reforma agrária" disse (Márcia Merisse, da coordenação estadual do MST), só tem que lembrar que esse é o objetivo do Movimento uma luta por uma só ideal.
Por: Wellington Ponce
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