
Termino minha defesa, mas não o farei como fazem habitualmente os advogados pedindo a liberdade do acusado; não posso pedi-la quando meus companheiros estão sofrendo na Ilha de Pinos prisão ignominiosa. Mandai-me para junto deles, a fim de compartilhar sua sorte. É compreensível que os homens honrados estejam mortos ou presos, numa República em que o presidente é um criminoso e um ladrão.
Aos senhores juízes, minha sincera gratidão por me haverem permitido falar livremente, sem coações mesquinhas, não lhes guardo rancor. Reconheço que em certos aspectos fostes humanos e sei que o presidente deste tribunal, homem de vida limpa, não pode dissimular sua pugnância pelo estado de coisas que o obriga a ditar uma sentença injusta. Resta ainda ao tribunal um problema mais grave: aí estão os processos sobre os setenta assissinatos, isto é, o maior massacre que conhecemos; os culpados continuam em liberdade com armas nas mãos, ameaça constante contra vida dos cidadãos. Se não cair sobre eles todo o peso da lei, por covardia ou porque impeçam; se não renunciarem por completo todos os juízes, tenho piedade de vossas honras e lamento a mancha sem precedentes que cobrirá de infâmia o Poder Judiciário.
Quanto a mim, sei que a prisão será dura como tem sido para todos - prenhe de ameaças, de vil e covarde rancor. Mas não a temo, como não temo a fúria do tirano miserável que arrancou a vida a setenta de meus irmãos. Condenai-me, não importa. A história me absolverá. Fidel Castro Ruz
Minha opinião não é nada mais do que uma proclamação de misera "ignorancia" por parte de quem insiste em pemanecer com os olhos fechados, pro uma abstinação do proprio estado, espero que o tempo nos absolva.
Breve atualização...
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